Espaço para partilha de resultados do trabalho em torno do livro Criaturas de Ñanderu, escrito pela autora indígena Graça Graúna e ilustrado por José Carlos Lollo

Partilhamos o texto da querida autora Graça Gaúna acerca da conquista do prêmio FNLIJ Curumim, publicado em seu blog http://tecidodevozes.blogspot.com.br, em  14 de abril de 2012.

Releitura da obra “Criaturas de Nanderu” é vencedora no Concurso Curumin – FNLIJ 2012.

 
Minha participação no Dia Nacional de leitura – BSP/2011

Em 2004, a Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil (FNLIJ) iniciou a parceria com o Instituto Indígena Brasileiro para Propriedade Intelectual (INBRAPI) e o  Núcleo de Escritores e Artistas Indígenas – (NEArIn), no sentido de promover o CONCURSO FNLIJ CURUMIM – LEITURA DE OBRAS DE ESCRITORES INDÍGENAS. A realização do referido Concurso é uma maneira de fortalecer a década dos povos indígenas (2005 – 2015) proclamada pela UNESCO.
 Os(as) alunos(as) e eu
Em 2012, o premiado da 9ª edição do Concurso Curumim foi o texto “Cultura Indígena: Um Encontro com a ancestralidade na releitura da obra Criaturas de Nanderu”. O referido texto é parte do projeto elaborado por Karina Calado, Jaciara Silva de Souza e Jaíra Pinteiro de Miranda Brandão – professoras do ensino médio na Escola Estadual João Fernandes da Silva, em São João – uma cidade do agreste pernambucano.
 
 Releitura das ilustrações da obra
 

Produção textual dos(as) alunos(as) acerca da obra
A notícia da premiação foi comunicada à Karina Calado por Elizabeth D’Angelo Serra (secretária geral da FNLIJ), via e-mail.  A cerimônia de premiação acontecerá  no dia 18 de Abril, às 17 horas, durante o evento: 14º Salão FNLIJ do Livro para Crianças e Jovens, que se realizará no Centro de Convenções SulAmérica, na cidade do Rio de Janeiro.
 Releitura das ilustrações de J. carlos Lolo em cerâmica
Profa. Karina Calado
 
Alunos(as) da Escola Est. João F. da Silva
Aproveito a oportunidade para expressar a minha grande satisfação em ver o meu livro Criaturas de Ñanderu (Ed. Manole, selo Amarilys)  merecer a  atenção dos(as) alunas e educadores(as) da Escola Estadual João Fernandes da Silva; onde tive oportunidade de participar da culminância do projeto, em 7 de março de 2012. Em tempo apresento parte do registro fotográfico do Jornalista Leonardo Bastos, acerca da releitura que os(as) alunos fizeram das ilustrações de José Carlos Lolo relacionadas ao  meu livro. Para saber mais do projeto, vale acessar:
https://intercriaturasdenhanderu.wordpress.com/sobre/
Que Ñanderu nos acolha,
Graça Graúna

O texto fala de uma menina que sentou para ouvir a história que sua avó contava: de uma menina muito linda, tão linda que até deus tinha ciúme dela. O pai dela tomou uma cachaça e passou em frente de um pé de jurema que falou com ele e disse que já era hora de mudar o nome da filha. Essa voz era do deus. Então, o pai da menina disse que o nome dela seria o nome de um pássaro.

Ela tinha o dever de sair da tribo para a cidade, mas os pais da menina lhe avisavam para ela não se encantar pelas belezas e tecnologias da cidade. A linda cunhã possuía um longo cabelo negro que ficava cobrindo suas asas.

Ela caiu nas mentiras da cidade, então ela ficou presa lá e, ao lembrar do lugar onde vivia, batia-lhe uma forte saudade.

O seu povo quando via nuvens escuras no céu se lembrava de seu canto negro aprisionado à cidade.

O livro “Criaturas de Ñanderu” nos ensina que não devemos acreditar em tudo que a cidade tem para nos oferecer como, por exemplo, a televisão, o computador, dentre outros. Devemos analisar as coisas antes de acreditar nelas.

Alessandra Feitosa Calado

O livro conta que a aldeia, onde as “Criaturas de Ñanderu” viviam, era muito animada porque tinha a avô que contava muitas histórias. Delas, muitas eram lendas, mas, mesmo assim, ficavam todos ao redor para ouvir o que a avó dizia.

Ela conta que havia uma bela índia, que não era muito alegre. Um dia, seu pai chegou com um fecho de lenha na cabeça, deu um grito bem forte e disse: – de hoje em diante você, Cunhã, tem nome de pássaro. Ele falou: – se algum dia você sair da aldeia, não se esqueça do nosso povo. Sempre que possível era para ela voltar lá para visitá-lo. O grande espírito pediu-lhe uma coisa muito importante, que ela não deveria se esquecer de suas tradições e nem de suas origens.

À medida que a linda cunhã foi crescendo, foi criando belas asas. Essas transformações aconteciam somente quando ela conversava com os encantados. Com um tempo, o cabelo dela foi crescendo e foi cobrindo-lhe as asas. Quando havia suas transformações, o cabelo dela ia crescendo ainda mais e ia ficando bem escuro. Os seus olhos eram da cor dos cabelos.

A linda índia saiu da aldeia e foi para cidade grande. Quando ela chegou lá, ficou encantada com tanta coisa e se esqueceu do seu povo. Com um tempo, ela queria voltar para aldeia, mas ela já não tinha mais como. Na cidade ficou presa. Quando ela pensava em voltar, seu choro, acompanhado de seu canto negro, formava nuvens escuras e o povo da aldeia sabia que era ela querendo voltar.

Marilia Ferreira

A história retrata uma aldeia, onde a mãe velha, conta uma história para todos ali presentes. Uma de suas netas senta perto para ouvir melhor.

Diz a história que, em um certo dia, o pai de uma linda cunhã ouviu vozes e mudou o nome de sua filha, dando-lhe nome de pássaro. Falou que ela iria a cidade grande aprender novos valores, mas que ela nunca se enganasse com as mentiras que lá existiam. Ela não poderia esquecer seus valores. Caso isso acontecesse, ela não retornaria à aldeia.

A linda cunhã, sempre que conversava com os espíritos, seus cabelos cresciam como se fossem penas e se tornavam asas.

Ela foi para cidade e se enganou com as mentiras, televisões, rádios e computadores, entre outros. Assim, ela ficou presa à cidade e não pode mais voltar. Só em saudade e lembranças ela voltava para seu povo.

Ao final da leitura do livro criaturas de Ñanderu, compreendi que as melhores coisas que acontecem em nossas vidas não podem ser esquecidas, como, por exemplo, os mitos contados em uma roda ao lado da fogueira por nossa avó.

Anaely Marinho de Sena

O livro Criaturas de Nãnderu é uma história em que se abordam várias questões importantes como cultura, tribos desilusões e arrependimento.

 

Gostei muito, pois nos ajuda a ter uma boa reflexão sobre como é bom valorizar as origens e preservar nossa cultura. É também importante citar o quanto é proveitoso darmos valor as coisas mais simples, pois podemos ser felizes sem nunca pararmos pra notar.

Criaturas de Ñanderu é um livro que conta a história de uma belíssima menina índia que vivia na tribo, mas que recebeu a missão de ir cidade grande conhecer sua cultura e voltar para ensinar os novos conhecimentos ao seu povo. Ela não podia se apegar às mentiras da cidade.

A menina tinha o dom de falar com espíritos e, cada vez que isso acontecia, ela se autotransformava, seus cabelos cresciam e pareciam asas. Com um tempo depois, apesar de já avisada, ela foi rumo à cidade deixando para trás o seu povo e sua origem. A menina, ao chegar lá, depara-se com tantas novidades e por elas se encanta. A cidade lhe chamava atenção por tantas tecnologias. Seu povo a aconselhou, mas ela não resistiu, foi castigada e teve de ficar na cidade. Não podia mais voltar à aldeia. Desiludida, sempre batia aquela forte saudade e o arrependimento.

Ela voltava em lembranças. As nuvens escuras no céu representam a tristeza da belíssima menina pássaro, aprisionada à cidade.

Aluna: LUCELITA DA SILVA SANTO

Uma velha índia de uma aldeia contava histórias as crianças que lá moravam. Ela conta que uma indiazinha era muito linda, que até Deus sentia ciúmes dela.

O seu pai, como todos os outros as tribo, eram fies de Ñanderu (Deus), que era um espírito, em que todos acreditavam. Um dia o homem estava em um pé de jurema, que para eles era sagrado, e ouviu o espírito falar que estava na hora de mudar o nome de sua filha. Ao chegar à tribo, ele a chamou e falou que seu nome seria de pássaro. Seria difícil, mais com o tempo ela iria s acostumar.

Quando a garota cresceu, a sua missão era ir a cidade grande, para aprender coisas novas de outras etnias. Mas ela não podia se atrair pelas mentiras que lá havia. Pois se ela passasse a acreditar, ela não poderia voltar para sua tribo e teria que morar na zona urbana para sempre. Infelizmente, ela acreditou nas belas mentiras da cidade e lá ficou presa sem poder voltar para sua tribo.

Aluna: Anselma Talita

A história Criaturas de Ñânderu ocorre em uma aldeia com uma índia, a mais linda de toda a tribo, que até Ñânderu tinha ciúmes dela.

O pai da linda índia resolveu colocar-lhe o nome de um pássaro. Feito isso, ela teria que sair da aldeia e ir para a cidade aprender outras culturas. Depois, ela teria que voltar à aldeia e dizer como são as coisas lá, mas sem se apegar a elas.

Mas a linda índia se apegou a cidade, as tecnologias e a outras coisas que ela desconhecia. Então, ela ficou presa na cidade e não pode mais voltar para casa. Dizem que quando aparecem nuvens escuras no céu é a linda índia chorando com saudades da sua aldeia e de sua família. E quando está dormindo, ela sonha com a sua volta para aldeia para ver o seu povo, que ficou lá e que ela não pode mais o ver.

Não devemos nos apegar às coisas matérias, porque elas não são importantes. Assim evitaremos o que aconteceu com a personagem, que se apegou às coisas materiais e, por isso, ficou sem a sua família e sem o seu amor.

Aluno: Wemerson Diogenes da Silva

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